11/02/2026
A dúvida sobre se a ressonância magnética tem risco é muito comum entre pacientes que precisam realizar exames de imagem. Seja por receio do equipamento, pelo uso de contraste ou por informações contraditórias encontradas na internet, é natural buscar explicações claras antes de agendar o exame.
Este conteúdo foi desenvolvido para esclarecer, de forma acessível e responsável, os mitos e a segurança da ressonância magnética. O objetivo é ajudar você a entender quando o exame é indicado, quais cuidados são necessários e em quais situações é importante conversar com a equipe médica antes do procedimento.
De modo geral, a ressonância magnética é considerada um exame seguro e amplamente utilizado na medicina moderna. O exame funciona por meio de um campo magnético intenso e ondas de rádio, capazes de gerar imagens detalhadas de órgãos, tecidos e estruturas internas do corpo. Por isso, a segurança da ressonância está diretamente relacionada ao cumprimento de protocolos de triagem e preparo, que avaliam as condições de cada paciente antes do exame.
Em hospitais de alta complexidade, como o Hospital Mãe de Deus, esses protocolos fazem parte da rotina assistencial e incluem entrevistas prévias, checklists de segurança e orientação individualizada.
Embora seja um exame seguro para a maioria das pessoas, a ressonância magnética não é isenta de cuidados. Os riscos existem, mas são bem conhecidos, raros e controláveis quando o exame é realizado em ambiente adequado, com equipe experiente.
O principal ponto de atenção está relacionado ao campo magnético. Objetos metálicos podem ser atraídos pelo ímã do equipamento, o que representa risco em determinadas situações.
Por isso, pessoas que possuem marcapassos antigos ou não compatíveis, clipes metálicos utilizados em cirurgias antigas, implantes cocleares e próteses metálicas específicas, precisam informar a equipe antes do exame. Nem todo implante é uma contraindicação, mas cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando o tipo de material e sua compatibilidade com a ressonância.
A triagem pré-exame é fundamental justamente para identificar essas condições e definir a melhor conduta para cada paciente.
Em alguns exames, pode ser necessário o uso de contraste à base de gadolínio, que ajuda a realçar determinadas estruturas e melhorar a qualidade das imagens. O contraste é seguro para a maioria das pessoas, mas exige atenção em situações específicas.
Os principais cuidados envolvem:
histórico de reações alérgicas a contrastes
presença de doença renal significativa
avaliação médica prévia em casos selecionados
Reações alérgicas ao contraste são raras e, quando ocorrem, costumam ser leves. Ainda assim, o uso é sempre criterioso e realizado com monitoramento adequado.
Não. Um dos mitos mais comuns é acreditar que a ressonância magnética tem radiação. Esse exame não utiliza radiação ionizante.
Isso torna a ressonância uma opção importante em diversas situações clínicas, inclusive em exames seriados ou quando se busca maior detalhamento de tecidos moles, como cérebro, articulações, músculos e órgãos internos.
A maioria das pessoas pode realizar a ressonância magnética sem problemas. No entanto, existem situações em que o exame pode ser contraindicado ou exigir avaliação especial.
Entre os casos que merecem atenção estão:
portadores de dispositivos eletrônicos implantáveis não compatíveis
pessoas com fragmentos metálicos no corpo, especialmente na região dos olhos
pacientes com claustrofobia intensa, que podem necessitar de estratégias específicas
No caso de gestantes, no primeiro trimestre, é importante analisar com cautela a realização do exame. Nesses casos, a decisão é sempre individualizada, considerando riscos, benefícios e alternativas diagnósticas.
O preparo para a ressonância magnética é simples na maioria dos casos, mas fundamental para garantir segurança e qualidade das imagens.
De forma geral, o paciente é orientado a:
retirar objetos metálicos, como joias, relógios e piercings
informar sobre implantes, cirurgias prévias ou dispositivos médicos
seguir orientações específicas caso haja necessidade de contraste
chegar com antecedência para conferência de dados e esclarecimento de dúvidas
Em alguns exames, pode haver orientação de jejum ou uso de medicação específica, sempre informada previamente pela equipe de saúde.
Equipamentos modernos de ressonância magnética combinam tecnologia avançada e protocolos de segurança para apoiar diagnósticos precisos e confiáveis
Apesar de ser um exame altamente detalhado, a ressonância magnética possui limitações. Nem sempre ela é o método mais indicado para todas as situações clínicas. Algumas limitações incluem:
maior tempo de realização em comparação a outros exames
sensibilidade a movimentos, o que pode interferir na qualidade das imagens
restrições para pacientes com determinados dispositivos ou condições
Por isso, a escolha do exame mais adequado depende da avaliação médica e do contexto clínico de cada paciente.
É importante buscar orientação antes do exame se você:
possui implantes metálicos ou dispositivos eletrônicos
já teve reação alérgica a contraste
tem doença renal conhecida
sente ansiedade intensa em ambientes fechados
está grávida ou suspeita de gestação
Essas informações permitem que a equipe avalie a segurança do procedimento e ofereça alternativas ou cuidados adicionais quando necessário.
O Hospital Mãe de Deus é referência em exames de imagem e diagnóstico por imagem, contando com tecnologia avançada, protocolos assistenciais estruturados e equipe médica e técnica especializada. O foco está na realização de exames seguros, precisos e alinhados às melhores práticas médicas.
Desde a triagem inicial até a orientação pós-exame, o paciente é acompanhado por profissionais capacitados, com atenção às particularidades de cada caso e às diretrizes de segurança estabelecidas por órgãos reguladores e sociedades médicas. Agende sua ressonância magnética no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação presencial por um médico. Em caso de dúvidas, procure atendimento.
Revisão Técnica:
Médico: Dr. Marcelo Rodrigues de Abreu
CRM: 24422-RS
Cargo: Coordenador Médico setor de Radiologia, Tomografia e Ressonância do Hospital Mãe de Deus
De forma geral, não. O exame é seguro, desde que sejam seguidos os protocolos de triagem e preparo adequados.
Não. A ressonância utiliza campo magnético e ondas de rádio, sem radiação ionizante.
Pessoas com determinados implantes metálicos ou dispositivos não compatíveis devem ser avaliadas individualmente antes do exame.
O contraste é seguro para a maioria dos pacientes, mas requer avaliação em casos de alergia ou doença renal.
O preparo inclui retirar objetos metálicos e seguir as orientações específicas fornecidas pela equipe de saúde.
Hospitais de alta complexidade, como o Hospital Mãe de Deus, oferecem estrutura, tecnologia e equipe especializada para a realização segura do exame em Porto Alegre e Região Metropolitana.